Aluízio Palmar participa da novela "Amor e Revolução" no SBT

09-06-2011 00:10

publicado originalmente no site CLICKFOZ

O roteiro se passa durante a Ditadura Militar, ao final de casa episódio pessoas que participaram da luta contra o regime contam suas histórias.

Durante o episódio que foi ao ar terça-feira (6) o jornalista Aluízio Palmar prestou um depoimento sobre sua participação na luta armada contra a Ditadura Militar brasileira.

No depoimento Palmar conta quais foram suas principais ações para tentar conter os militares e financiar a luta contra a Ditadura. “Nós financiamos a luta vendendo bronze, nós derrubávamos bustos de militares e vendíamos o bronze em ferro velho. OU seja, derrubamos os bustos dos coronéis para derrubar os generais”, conta.

Palmar contou ainda os seqüestros que participou para libertar companheiros da prisão. Ele participou do seqüestro de um embaixador americano que libertou 15 presos político. Depois no seqüestro de um cônsul japonês o movimento revolucionário conseguiu salvar cinco integrantes da luta.

O seqüestro de um embaixador alemão resultou na liberdade de 40 revolucionários e por último, Palmar participou também do seqüestro de um embaixador suíço.

Aluízio Palmar – durante a Ditadura Militar foi um militante importante para a luta armada, passou muito tempo exilado em outros países da América Latina. Quando caiu na clandestinidade utilizou o nome André.

Mais tarde, já em meados de 2000 escreveu o livro “Onde foi que vocês enterraram nossos mortos”, uma pesquisa extensa sobre os Anos de Chumbo. O livro se tornou uma espécie de documentário que busca o lugar exato onde foram enterrados seis militantes de esquerda mortos em uma emboscada no Parque Nacional.

Atualmente Aluízio faz parte do Centro de Direitos Humanos e Memória Popular. Veja o depoimento: