"Amor e Revolução": coletiva de imprensa é marcada emoção e militância

24-03-2011 00:33

publicado orginalmente no EXTRA ONLINE / Foto: Lourival Ribeiro (SBT)

 

A emoção e a militância pautaram a coletiva de imprensa de ‘Amor e revolução’, nova novela do SBT, que estreia dia 5 de abril. O diretor Reynaldo Boury comoveu a todos ao homenagear o produtor Sérgio Madureira, que está em como após um AVC.

- Ele é de fundamental importância nesse projeto e, infelizmente, não pode estar conosco hoje. Queria pedir uma salva de palmas para Madureira - disse Boury, extremamente emocionado, levando às lágrimas não só a filha do produtor, Aimée Ubaker, que também está no elenco, como outros atores.

Com cenas bem fortes, o clipe de apresentação da novela mostra que o autor, Thiago Santiago, não vai pegar leve ao abordar o período da ditadura no Brasil. Lutas, tiros, perseguição e tortura dão o toque realista à trama, apesar do dramaturgo afirmar que nenhum tipo é inspirado em personagens reais.

- Os personagens são ficcionais, simbólicos, nenhum corresponde a uma figura real. Mas o público vai encontrar coincidências, como a guerrilheira que se casa com um guerrilheiro, por exemplo. Vários casais da luta armada se uniram na época, mas não correspondem a nenhum específico - explicao autor, que já queria contar esta história há 16 anos:

- Tenho vontade de fazer desde 1995 e tinha proposto à Globo, com direção de Herval Rossano. Mas era apenas um colaborador e competia com quem tinha mais novelas nas costas. Para conseguir espaço como autor, tive que sair de lá.

Ao longo da novela, os principais fatos históricos e imagens que marcaram o período opressor serão mencionados como pano de fundo da trama. Depoimentos reais de pessoas que sofreram perseguições e torturas durante o regime serão exibidos no final de cada capítulo, como o de José Dirceu e de Luiz Carlos Prestes Filho.

- Abrimos os depoimentos para todos os segmentos da sociedade, pessoas da ala da esquerda e direita. Só que já temos 70 depoimentos da esquerda e nenhum das direita. Estamos tentando, mas ainda ninguém quis ser posicionar. O espaço está aberto. Se alguém quiser rebater alguma história contada, é só nos procurar - afirmou Boury

Mas não será só de luta que ‘Amor e revolução’ vai se fixar. Maria e José, vividos por Graziela Schmitt e Cláudio Lins, vão ter um romance com um tom de Romeu e Julieta. Ela é uma das líderes do movimento estudantil de 1968 e mais tarde torna-se guerrilheira. Ele é capitão do exército, que trabalha no setor de inteligência.

- É amor à primeira vista. Os dois sabem que a união é impossível, mas o amor fala mais alto do que as posições contrárias e eles lutam para ficarem juntos - contou Cláudio.